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Aniversariantes dos meses de setembro e outubro:

  • 19/9 – Ana Paula Luzzi
  • 25/9 – Victor Muro Guarnier
  • 28/9 – Daniel Linzer da Silva
  • 4/10 – Anna Carolina Gomes
  • 6/10 – Mariana Giorgi
  • 8/10 – Profª Renata Geralde
  • 9/10 – Vanessa Ramos
  • 15/10 – Lucas V. M.
  • 16/10 – Anna Carolina Guidolin
  • 18/10 – Pedro Henrique Goes
  • 19/10 – Lucila Polity Moss
  • 19/10 – Rafael da Cruz
  • 26/10 – Profª Suzanne Polity
  • 31/10 – Profª Marta Piedade

Vamos Juntos & Colégio Winnicott

O Vamos Juntos é um grupo de lazer e inclusão social para jovens e adultos. Eles organizam e acompanham os grupos a diversos tipos de atividades culturais como shows, teatros, cinemas, jogos de futebol, boliche, restaurantes e até baladas!

Confira no site abaixo a programação e participe!

www.vamosjuntos.com.br

Leia abaixo a reportagem de 18/06/2009 do Jornal da Tarde

Preconceito dentro de escolas é generalizado, diz pesquisa

Estudo da Fipe mostra que a rede pública de ensino não consegue promover a inclusão e que o preconceito parte de todos: diretores, professores, pais e alunos; os deficientes são as principais vítimas, seguidos pelos negros
Fábio Mazzitelli e Simone Iwasso

Alunos com deficiência física ou mental são as principais vítimas do preconceito dentro das escolas. E as atitudes preconceituosas são vistas em quase todos colégios públicos do País, locais que por princípio zelam pela diversidade. As conclusões constam em pesquisa inédita sobre preconceito e discriminação no ambiente escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação.

Foram ouvidas 18.599 pessoas de 501 escolas públicas do País, entre alunos a partir dos 13 anos, professores, diretores, funcionários e pais dos estudantes. Do grupo entrevistado, 99,3% das pessoas guardam algum tipo de preconceito e 99,9% delas mantêm distância dos discriminados.

Nas sete grandes áreas temáticas que fizeram parte da pesquisa, o preconceito contra portadores de necessidades especiais lidera os porcentuais de atitudes preconceituosas, com 96,5% dos entrevistados demonstrando algum grau de discriminação contra esse grupo. O preconceito racial ficou um pouco abaixo, com 94,2%.

Na outra baliza do estudo, que media o distanciamento social, 98,9% declararam preconceito contra o grupo de deficientes mentais, seguidos pelo grupo dos homossexuais, que sofrem algum tipo de resistência de 98,5% dos entrevistados.

“Pelos altos porcentuais, pode-se concluir que o ambiente escolar tem um componente preconceituoso bastante generalizado entre os pesquisados. No geral, a maior parte das pessoas tem três, quatro ou cinco tipos de preconceito”, afirma José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP e coordenador da pesquisa.

Mazzon diz que o fato de os estudantes declararem, comparativamente com os outros participantes, mais atitudes preconceituosas indica que é necessário um trabalho mais abrangente com a comunidade escolar, especialmente com as famílias dos alunos. “A pesquisa mostra que o preconceito não é isolado. A sociedade é preconceituosa. Logo, a escola também será. Esses preconceitos são tão amplos e profundos que são quase características da nossa cultura”, diz o professor da USP.

A pesquisa mostrou também que pelo menos 10% dos alunos relataram ter conhecimento de bullying, situações em que alunos, professores ou funcionários foram humilhados, agredidos ou acusados injustamente. A maior parte (19%) foi motivada pelo aluno ser negro. Depois, aparecem os pobres (18,2%) e os homossexuais (17,4%). No caso dos professores, parte do bullying está associada ao fato de ser idoso (8,9%).

O estudo ainda associou preconceito e desempenho. Nos colégios em que as manifestações de preconceito são mais intensas, houve menor desempenho na Prova Brasil, exame nacional de avaliação das escolas públicas. Não se pode, porém, dizer que há relação direta de causa e efeito.

Fonte:
http://txt.jt.com.br/editorias/2009/06/18/ger-1.94.4.20090618.1.1.xml Jornal Da Tarde, Caderno JTCidade, publicação 18/06/2009

Bullying freia avanço de jovem

Socos, tapas, pontapés, sessões de enforcamento com o moletom e de maquiagem feminina. A lista de maus-tratos foi incorporada à rotina escolar diária do jovem L., de 15 anos, aluno da 7ª série da Escola Municipal de Ensino Fundamental Júlio de Mesquita, no Butantã, zona oeste da capital.

Com um atraso no desenvolvimento intelectual diagnosticado nos primeiros anos de vida, o adolescente passou a ser uma vítima sistemática de bullying desde o início do ano letivo. A série de agressões fez L. perder temporariamente parte da autonomia para as tarefas cotidianas que adquiriu ao longo dos anos, como tomar banho e se vestir sozinho.

Mesmo desconfiados de que algo ia mal na escola, já que o filho sofria calado, os pais do jovem só tiveram a certeza do bullying quando amigas do colégio bateram à porta do comércio do pai do adolescente, vizinho da escola.

“O que me descreveram foram cenas de tortura dentro da escola, como fazer do moletom uma corda, enrolar no pescoço e puxar até ele ficar roxo. Uma menina me disse que pediu uma câmera para o pai dela para filmar o que estava acontecendo”, conta o comerciante Haroldo Mansuêtus dos Reis e Arruda, de 51 anos, pai do adolescente. “Quando ele estava estressado, elas o protegiam.”

Antes mesmo do relato das amigas, o pai já havia tentado conversar em abril com o diretor da escola. Diz não ter sido atendido em nenhuma das cinco primeiras tentativas. Em uma delas, o filho havia voltado do colégio com maquiagem feminina no rosto e fita no cabelo. Desde o início do ano, a mãe começou a dar falta de alguns objetos do estudante, como uma jaqueta, um pendrive, óculos de grau, um livro de história e uma caixa de lápis de cor. Todos sumiram depois de idas à escola.

Depois que tiveram a certeza do bullying, os pais decidiram levar o caso à Diretoria Regional de Educação do Butantã, onde formalizaram uma queixa contra o diretor. Por determinação da diretoria, o Centro de Formação e Acompanhamento à Inclusão (Cefai) passou a atuar no caso e designou uma estagiária para acompanhar o adolescente na sala de aula.

Diretor da escola, Luiz Claudio Ferreira da Silva afirma que “todas as providências cabíveis foram tomadas”, citando como exemplo o estagiário que acompanha o adolescente na classe.

“Sempre que o pai me procurou foi atendido. Tomei as providências dos fatos que chegaram aos nossos conhecimento”, afirma. “Claro que sou a favor da inclusão. Esses alunos (especiais) que aí estão nos ajudam a aprender a viver com as diferenças. Nossa sociedade é excludente, mas temos que reverter esse processo”, diz.

Fonte: http://txt.jt.com.br/editorias/2009/06/18/ger-1.94.4.20090618.4.1.xml Jornal da Tarde, Caderno JTCidade, publicação 18/06/2009

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